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Sobre o que nos venderam e o que a gente decide vender.

Sobre o que nos venderam e o que a gente decide vender.

Foi uma sala com 10 pessoas brilhantes que decidiram que pra vender margarina era preciso DE:

1- Um ritual de consumo real - que horas esse produto mais faz sentido pras pessoas?

2- Um grupo demográfico de consumidores - daí o recorte de uma família que só tem o café da manhã pra se encontrar e ser carinhosa uns com outros.

3- Uma promessa intangível - família que come nossa margarina permanece unida.

Cria-se a família imagem semelhança do publicitário sudestino, que seguindo um briefing, cria uma campanha baseada em emoção pra vender um produto qualquer.

Cerca de 30 anos depois desse trabalho bem intencionado, a sociedade ainda colhe os resultados do que foi vendido na TV. Nunca foi a margarina, mas o status quo de uma normalidade higienista e violenta, que acoberta todo tipo de dor e agressão atrás de sorrisos e boas intenções. A gente compra os símbolos, não o produto. E a gente lembra do que sente, não do que sabe.

O que eu queria dividir com vocês, é um desconforto e promessa - no desejo que ela seja compartilhada - por que somos 400 que alcançarão milhões - NÃO TENHO DÚVIDAS.

Não estejam certos de que sabemos o suficiente hoje pra não cometer erros irmãos desse da margarina. Nenhum publicitário entrou numa sala com a intenção de construir um império simbólico de exclusão - eles apenas o fizeram por ignorância e permissividade cultural. Eles fizeram por que não perceber. Eles fizeram por falta de visão social.

De lá pra cá, com a gente, a internet - esse ENORME sistema de averiguação e auditoria social somos capazes de criar reis súbitos e cancelamentos tão implacáveis quanto - nós passamos a nos proteger do erro dos gênios individuais de outros tempos - mas ainda estamos a mercê do nossos próprios, contextos, bolhas, desejos e vieses.

Depois de um dia com tantas conversas sobre dinheiro, monetização, valores e ferramentas gostaria de convidar vocês a pensar também em como suas habilidades acima da média serão capazes de capacitar, educar e desenvolver SUAS REDES, e não apenas a vocês. Que tanto talento dê vazão a rede. Que tanto tesão transforme grupos.

Por que foi JUNTO que a gente virou o jogo - e percebeu que não existe família margarina feliz, na verdade, mais dse 51% das famílias do Brasil nem são compostas de homem ht, mulher ht e filho atualmente.

E vai ser JUNTO que a gente, desse lugar de consciência e capacidade, vai continuar educando e dividindo possibilidades pro Brasil que não é desigual somente por que concentra renda na mão de homem rico.

É que isso existe ao lado do mesmo Brasil que tem conexão a internet as vezes antes mesmo de ter a certeza de saneamento básico e educação.

Que a gente possa ser também educação pra quem precisa dela.
Que esse talento e privilégio que nos trouxe até aqui - traga outros até aqui.

Beijo no coração de vocês, Teo.

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